MOZCHEM

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Com energia 100% hidroelétrica de HCB, a MozChem produz os químicos essenciais para desinfetar hospitais, escolas e sistemas de água, ao mesmo tempo que impulsiona dezenas de indústrias nacionais — desde a mineração e alimentos até agricultura, bebidas, têxteis e tratamento de águas.
A capacidade produtiva permitirá fabricar toda a lixívia necessária para garantir água potável e segura aos 36 milhões de moçambicanos, incluindo as comunidades mais remotas.

Cloro

Ácido Clorídrico

Soda Cáustica

Hipoclorito de Sódio

Um processo limpio, seguro e 100% sustentável — apenas sal, água e eletricidade.

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Extração e Purificação do Sal (NaCl)

Obtemos sal de alta pureza e removemos impurezas minerais para garantir um processo eletrolítico eficiente e seguro.

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Preparação da Salmoura

O sal purificado é dissolvido em água tratada para formar salmoura, que passa por filtros especiais até atingir pureza química quase total.

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Eletrólise com Energia HCB

A salmoura entra nas células eletrolíticas, onde eletricidade 100% hidroelétrica separa quimicamente o sal em três produtos principais:

Hidrogénio (H₂)

Cloro (Cl₂)

Soda Cáustica (NaOH)

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Transformação em Produtos Essenciais

A partir destes três produtos base, produzimos:

Soda Cáustica líquida e em flocos

Lixívia / Hipoclorito de Sódio (NaOCl)

Ácido Clorídrico (HCl)

A Água Potável é o Maior Desafio de Saúde em Moçambique

Mais de 80% das doenças em Moçambique estão ligadas à água contaminada. Em situações normais já é um desafio — mas durante ciclones, cheias e emergências, o risco dispara: surgem epidemias de cólera, doenças diarreicas graves e proliferação de pragas.
Com produção nacional de cloro e lixívia, MozChem permitirá enviar desinfetante de água para todo o país em horas, garantindo resposta imediata e evitando surtos como os que ocorreram recentemente.

Prevenção de cólera, diarreias e doenças transmitidas pela água

Resposta rápida após ciclones e cheias, protegendo escolas e hospitais

Soberania nacional: o país deixa de depender de importações para garantir saúde, segurança e estabilidade

Outros Usos Industriais

Papel, Têxteis e Processos de Branqueamento

Os nossos produtos são essenciais para a indústria do papel e dos têxteis.
soda cáustica e o cloro são utilizados no branqueamento de fibras, na purificação de celulose, no tratamento de tecidos e na remoção de impurezas. Estes processos permitem produzir papel de alta qualidade, algodão mais limpo, fibras mais resistentes e acabamentos têxteis de padrão internacional.

Mineração, Metais e Tratamento de Superfícies

ácido clorídrico (HCl) e a soda cáustica (NaOH) são fundamentais na mineração e metalurgia em Moçambique e nos países vizinhos.
São utilizados na lixiviação mineral, limpeza de metais, ajuste de pH, processamento de baterias, purificação de grafite e preparação de concentrados para exportação.
O fornecimento local reduz custos, aumenta eficiência e garante abastecimento contínuo ao setor mineiro.

Higiene, Alimentos e Agricultura

lixívia / hipoclorito de sódio é indispensável para a segurança alimentar e agrícola.
É utilizada na desinfeção de frutas e legumes, higienização de fábricas, processamento de alimentos, limpeza de equipamentos e controlo sanitário em explorações agrícolas.
Também é essencial para a produção de sabão, detergentes e produtos de limpeza usados em milhões de lares e instituições.

Produção de PVC e Plásticos Industriais

cloro (Cl₂) é essencial para produzir PVC, um dos polímeros mais utilizados no mundo.
A partir do cloro obtém-se dicloroetano e depois cloreto de vinila (VCM), que dá origem a tubos, revestimentos, cabos elétricos, janelas, pisos industriais e materiais de construção.
A disponibilidade nacional de cloro abre caminho para uma futura indústria moçambicana de plásticos, construção e infraestruturas.

Farmacêutica, Cosméticos e Produtos de Higiene

ácido clorídrico (HCl) e a soda cáustica (NaOH) são fundamentais para a produção de medicamentos, vitaminas, cremes, sabonetes, detergentes e produtos cosméticos.
São usados no ajuste de pH, síntese química, purificação e esterilização.
Com fornecimento local, a indústria farmacêutica e cosmética pode produzir com mais segurança, menos custos e maior autonomia.

Tratamento de Água Industrial e Processamento de Energia

NaOH, HCl e hipoclorito são indispensáveis em indústrias que usam grandes volumes de água — centrais elétricas, refinarias, fábricas de alimentos, cervejeiras e têxteis.
Servem para controlo de pH, limpeza de sistemas, desmineralização, prevenção de corrosão e desinfeção de circuitos.
Estes produtos garantem qualidade, eficiência energética e prolongam a vida útil das infraestruturas industriais do país.

Impacto Económico e Ambiental para Moçambique

A MozChem não é apenas uma solução de saúde pública — é também um motor económico e ambiental para o país.
Ao produzir localmente os químicos essenciais, reduzimos emissões, fortalecemos a economia nacional e criamos novas oportunidades industriais em Tete e em todo o país.

CO₂ evitado

A produção local com energia 100% hidroelétrica evita milhares de toneladas de emissões — não apenas pelo transporte internacional que deixamos de realizar, mas também porque, ao contrário da produção baseada em carvão, comum na China, utilizamos uma energia limpa que reduz drasticamente a pegada de carbono.

Importações evitadas e novas exportações

Moçambique deixa de depender do exterior para produtos essenciais e, ao mesmo tempo, passa a exportar para Malawi, Zâmbia, Zimbábue e RDC — gerando receitas e posicionando Tete como um polo químico regional.

Emprego, transferência de tecnologia e conhecimento

A fábrica cria empregos diretos e indiretos, forma técnicos locais e introduz tecnologia avançada no país, fortalecendo capacidades industriais, reduzindo custos e melhorando as reservas de divisas.

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Our Latest News

MOZCHEM

Os 8 Pilares Fundamentais da MozChem

1. Água potável para toda a população

A MozChem assegura a produção nacional de cloro e lixívia para desinfetar água tanto nos grandes sistemas municipais como nas zonas rurais.
Além do fornecimento às infraestruturas de água, o projeto inclui a distribuição de garrafas de 1 litro de lixívia, permitindo levar água potável e segura a todas as famílias, mesmo nas comunidades mais remotas e de difícil acesso.

2. Higiene em hospitais e escolas

A produção contínua de cloro, lixívia e soda cáustica permite reforçar a limpeza, desinfeção e segurança sanitária de hospitais, centros de saúde, escolas e edifícios públicos, reduzindo o risco de infeções e garantindo ambientes mais seguros para pacientes, alunos e profissionais.

3. Energia 100% verde e pegada de carbono extremamente baixa

A eletrólise é alimentada exclusivamente por energia hidroelétrica proveniente de HCB, o que garante uma produção totalmente limpa. Isto evita todas as emissões associadas à produção baseada em carvão, comum na Ásia, onde a maior parte do cloro mundial é fabricada.
Além disso, ao produzir localmente, Moçambique elimina as emissões provenientes do transporte marítimo internacional de produtos químicos. No total, o projeto permite evitar milhares de toneladas de CO₂ por ano

4. Autonomia sanitária e industrial — fim da dependência de importações

Garantir a produção interna de cloro, lixívia, soda cáustica e ácido clorídrico é um elemento crítico de segurança nacional. Estes produtos são indispensáveis para água potável, higiene hospitalar, resposta a emergências e prevenção de cólera — e qualquer interrupção no abastecimento pode gerar situações de enorme gravidade para a saúde pública.

Ao produzir localmente, Moçambique deixa de depender de fornecedores estrangeiros que, em períodos de crise global, instabilidade logística, conflitos regionais ou flutuações extremas de preço, podem falhar no fornecimento.
A produção interna assegura previsibilidade, estabilidade de preços e disponibilidade permanente, protegendo o país de rupturas que poderiam afetar milhões de pessoas.

Trata-se não apenas de uma vantagem industrial, mas de uma verdadeira garantia de soberania sanitária e estabilidade nacional.

5. Capacidade de exportação regional e forte impacto nas divisas do país

A produção da MozChem não só cobre plenamente as necessidades nacionais, como também gera um excedente consistente que pode ser exportado para Malawi, Zâmbia, Zimbábue e República Democrática do Congo, mercados que dependem de fornecedores distantes e de elevado custo.
Com a localização estratégica de Tete, próxima às fronteiras e aos corredores logísticos, Moçambique passa a ter uma posição natural de vantagem como fornecedor químico regional.

Ao mesmo tempo, a produção interna elimina totalmente a necessidade de importar cloro, lixívia, soda cáustica e ácido clorídrico — produtos que hoje drenam divisas e apresentam forte volatilidade de preço devido a fatores internacionais.
Com as importações evitadas e as exportações geradas, o projeto melhora significativamente o balanço externo do país, reforça as reservas de divisas, aumenta a estabilidade macroeconómica e reduz a exposição de Moçambique a choques globais.

A MozChem transforma Tete num novo polo químico regional e converte um setor crítico — antes dependente do exterior — numa fonte real de receita, estabilidade e autonomia económica para o país.

6. Emprego, formação e transferência de tecnologia — criação de capacidades nacionais duradouras

A MozChem cria uma cadeia de empregos diretos, indiretos e industriais em Tete e em todo o país, oferecendo oportunidades para jovens técnicos, engenheiros, operadores, laboratoristas e pessoal de manutenção.
Além do emprego imediato, o projeto inclui um programa estruturado de formação técnica, certificação profissional e desenvolvimento de competências em química industrial, eletrólise, segurança operacional, controlo de qualidade e gestão de processos.

A fábrica introduz tecnologia moderna que atualmente não existe no país, permitindo a transferência real de conhecimento para equipas moçambicanas e reduzindo a necessidade de expertise estrangeira no longo prazo.
Isto contribui para criar uma base industrial sólida e autossuficiente, fortalecendo o capital humano nacional e estabelecendo Tete como referência tecnológica na África Austral.

Com isto, o projeto converte-se não apenas numa infraestrutura produtiva, mas num verdadeiro centro de competências, capaz de elevar o nível técnico do país e de apoiar futuras indústrias químicas, energéticas e de tratamento de água em Moçambique.

7. Enquadramento no PRONAI e alinhamento com a COP30 — um projeto perfeitamente integrado nas prioridades nacionais e globais

A MozChem enquadra-se diretamente no PRONAI (Programa Nacional de Industrialização) como um projeto estratégico de transformação estrutural do país.
Contribui para três pilares centrais do programa:

  1. industrialização baseada em recursos locais,
  2. redução da dependência externa,
  3. produção nacional de bens essenciais para a saúde pública e a resiliência climática.

Ao garantir a fabricação interna de produtos críticos — cloro, lixívia, soda cáustica e ácido clorídrico — o projeto apoia a visão do Governo de fortalecer cadeias de valor nacionais, criar emprego qualificado e desenvolver polos industriais fora dos grandes centros urbanos, com destaque para Tete.

Paralelamente, a MozChem está totalmente alinhada com a agenda climática internacional e com as prioridades da COP30, que será um marco para África e para os países lusófonos.
O projeto contribui diretamente para:

  • adaptação climática (água potável durante ciclones, cheias e secas),
  • redução de emissões através de produção com energia hidroelétrica,
  • segurança hídrica,
  • resiliência de sistemas de saúde,
  • proteção de populações vulneráveis,
  • fortalecimento institucional e de infraestruturas críticas.

A MozChem é, portanto, um projeto-modelo que une industrialização verde, resiliência climática, saúde pública e desenvolvimento sustentável, posicionando Moçambique como referência regional no contexto da COP30 e das políticas globais de clima e desenvolvimento humano.

8. Sustentabilidade económica e impacto a longo prazo — um projeto sólido, escalável e financeiramente viável

A MozChem foi concebida para ser economicamente sustentável desde o primeiro dia. A procura interna por cloro, lixívia, soda cáustica e ácido clorídrico é permanente, estável e essencial para o funcionamento do país — água potável, hospitais, escolas, municípios, agricultura, indústria alimentar, mineração e saneamento.
Esta procura estrutural assegura uma base financeira previsível e reduz drasticamente o risco de mercado.

A produção com energia hidroelétrica permite custos operacionais muito mais baixos do que os praticados internacionalmente, garantindo competitividade tanto no mercado interno como nas exportações regionais.
A eliminação de importações, aliada à geração de receitas externas, melhora o balanço de pagamentos e reforça a estabilidade macroeconómica do país.

Além disso, o projeto é escalável, permitindo futuras expansões da capacidade produtiva e a introdução de novos produtos químicos essenciais no futuro.
A longo prazo, a MozChem cria um impacto duradouro ao:

  • fortalecer a autonomia sanitária e industrial,
  • gerar emprego e competências,
  • reduzir emissões,
  • garantir água segura para milhões de pessoas,
  • e consolidar Tete como um polo industrial estratégico da África Austral.

A combinação entre viabilidade financeira, impacto social e contributo climático faz da MozChem um dos projetos mais sólidos e transformadores para Moçambique no horizonte das próximas décadas.

“A água é o motor do desenvolvimento. Onde a água é segura e acessível, as pessoas prosperam.” – Nelson Mandela –

A água potável segura é a fundação de toda a saúde pública. Sem ela, não há desenvolvimento, não há dignidade e não há futuro sustentável.

António Guterres

Secretário-Geral da ONU

O fornecimento rápido de cloro e hipoclorito é vital para prevenir surtos de cólera após cheias e ciclones. Trata-se de uma questão de vida ou morte

UNICEF

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Julius Nyere 833 Maputo Mozambique

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Teléfono

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